Nova Variante BA.2 se Espalha na Europa

No começo de dezembro descobriu-se que a variante Ômicron tinha duas subvariantes a BA.1 e a BA.2. A primeira é a subvariante que é considerada a versão “clássica” do Ômicron, a qual todos estavam falando nos últimos meses, por ser muito mais comum entre os contaminados. A segunda versão(BA.2) por ser mais rara, não tinha atraído muito a atenção e pouco se falava dela, mas agora, ela começa a se mostrar presente na maior parte de contaminados por Covid-19 na Dinamarca e na Noruega, dando sinais de que pode se tornar relevante.

As autoridades de saúde da Dinamarca reportam que na segunda semana de janeiro a BA.2 respondeu por 45% de todos os novos casos de Covid, mais que dobro em relação à semana anterior, em que havia prevalência de 20%. Além da Dinamarca e da Noruega, na Suécia e no Reino Unido, sua prevalência também tem aumentado, correspondendo a 1,5% dos casos. Ainda é menos do que na Dinamarca e Noruega, mas se esse ritmo for mantido, a BA.2 pode se tornar dominante em fevereiro.

A BA.2 possui várias alterações genéticas em relação à Ba.1, principalmente na proteína spike, que o coronavírus utiliza para infectar células humanas, e é o principal alvo das vacinas atuais, e dos anticorpos naturais de quem já pegou covid.

A BA.2 é mais difícil de detectar nos testes de PCR, onde o único jeito de confirmar que se trata da subvariante é o sequenciamento genético (um procedimento laboratorial relativamente caro), mas que serve apenas para um mapeamento epidemiológico. Importante avisar que, por continuar sendo um vírus de Covid, a subvariante BA.2 não afeta os testes de diagnósticos, que continuam indicando se o indivíduo tem ou não Covid, só não indica de qual subvariante se trata.

As autoridades de saúde da Dinamarca afirmam que testes estão sendo realizados para saber se a subvariante é resistente ou não aos anticorpos produzidos pelas vacinas. Os resultados ainda não saíram mas é esperado que as vacinas tenham efeitos contra a BA.2. Também afirmam que essa subvariante não é mais agressiva que a Ômicron original.

É normal que as variantes do coronavírus tenham sublinhagens. Elas não são necessariamente preocupantes. Mas a ascensão da BA.2 na Dinamarca ascende um sinal de alerta. Deixando a preocupação de que ela possa desenvolver maior capacidade de driblar o sistema imunológico ou maior facilidade de infecção das células e que a torne ainda mais contagiosa do que a BA.1.


BA.2 e a Economia


Se a subvariante BA.2 se tornar realmente mais agressiva que as anteriores é provável que os EUA postergue por algum tempo a retirada de estímulos, assim como, o Banco Central também antecipe o fim do ciclo de altas de juros, do qual o mercado já estava prevendo ficar em 12% até o final do ano. E a inflação pode persistir.

Este conteúdo é de cunho jornalístico e informativo e não deve ser considerado como oferta, recomendação ou orientação de compra ou venda de ativos.

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