Indicadores: Juros real começa a ficar abaixo de 6% pela 1ª vez desde novembro / Dólar abaixo dos R$5,00



Juros real começa a ficar abaixo de 6% pela 1ª vez desde novembro


O juro real de longo prazo começa a testar níveis abaixo de 6% pela primeira vez desde novembro, após ter alcançado 6,5% em março. Com a apresentação do arcabouço fiscal demonstrando que o governo está procurando uma solução para o rombo fiscal deixado pelos incentivos nos anos de pandemia trouxe um viés de melhora à percepção de risco levando a maior procura pelas NTN-Bs de prazos mais longos e ainda com taxas menores que os níveis de novembro a março.

No desempenho do CDI contra o de uma NTN-B teórica de 6% de juro real mais inflação ao longo do tempo, o NTN-B ganha nas janelas de um, cinco, dez e vinte anos. Desde 2009 uma NTN-B ficou acima de 6% durante 30% do tempo, que foi num periodo muito específico de estresse em 2015 e 2016.

A precificação que existia na curva do juros real era o risco que o arcabouço seria pior que a proposta do governo. Mesmo que longe do ideal, a regra limita os gastos, eliminando um risco de cauda de se ter uma dívida explosiva a longo prazo. Ainda existe prêmio, mas ele diminui muito. Investidores diminuem um pouco sua posição em NTN-B.

Ainda que o juro real se mantiver em 6%, investidores acreditam que ainda existe espaço para o Ibovespa buscar mais 3% ou 4% de alta para ficar em uma razão equilibrada para as NTN-Bs. Com o fechamento das NTN-Bs longas o risco retorno ficou mais vantajoso no Ibovespa. Agora a alocação fica um pouco mais dividida entre Ibovespa e NTN-Bs.

A medida que a inflação começa a ser controlada e a politica fiscal começa a tomar forma com a relação dívida/PIB diminuir os juros de longo prazo vão perder o prêmio de risco.

A contar também que de março para cá houve queda forte nas curvas de juros globais, o Fed parou de subir juros, o BC vem fazendo leve inflexão em sua assimetria de riscos e o arcabouço ainda pode ser aprimorado no congresso.

O target avaliado hoje do juros real a longo prazo é em torno de 5%.



Dólar pode ficar abaixo dos R$5,00 buscando de R$4,80 a R$4,60


Desde o ano passado as moedas de países emergentes vêm se valorizando. No Brasil, a queda de inflação vem ajudando, em 12 meses o IPCA caiu de 12% para 4%, atraindo investidores estrangeiros.

Com o aquecimento do mercado chinês, e consequentemente, elevando a compra de commodities brasileiras, o Real pode se valorizar ainda mais, caso não houver piora no mercado externo e a política fiscal brasileira tomar o rumo adequado.

Assim, provavelmente, a taxa Selic que hoje que está em 13,75%, só terá seu ciclo de redução iniciado no final de 2023, no 4º trimestre.

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